Educar é sentir as pessoas
O mais importante em nossos dias ultrapassa a questão
das informações e do conhecimento. Precisamos enfrentar a era
das conexões. De fato ninguém faz nada sozinho. As conexões
permitem, através das infovias que se multiplicam pelo planeta e até
alem dele que pensemos numa educação planetária, numa visão
Morriniana. As infovias religadas e conectadas formam redes de informação
e percepção de tudo o que ocorre em tempo real.
Educar é sentir as pessoas vem mostrar que na era das conexões
temos de conjugar a tecnologia com a sociedade das pessoas para que a humanização
possa ter seu lugar preservado. Portanto, a visão do autor neste livro
será de mostra em situações diferentes, dentro da escola
ou na sociedade que, se não houver conexão entre a razão
e o coração, não haverá educação.
Nestes tempos de alta tecnologia exige-se, em contrapartida das pessoas, um
desenvolvimento cada vez maior de suas percepções afetivas para
facilitar a leitura do mundo e seu entorno.
Quem somente decifrar a técnica estará morto, quem somente falar
a linguagem dos computadores ficará perdido neste subúrbio de
galáxia. O único caminho para transcender e transformar será
por meio do sentir profundo de cada gesto das pessoas.
"É preciso levar a beleza do universo e sua
grandeza para dentro das salas de aula, é preciso levar aos alunos a
esperança de alcançar um futuro profissional seguro. É
necessário pensar que todos podem aprender, que a boa escola é
aquela em que o aluno aprende a SER, que a escola precisa viver uma cumplicidade
entre educador e educando. Precisamos ser cúmplices, pessoas interessadas
no futuro dos alunos.
Os alunos, na simplicidade da observação com o coração,
lêem os nossos gestos, percebem facilmente nossas ações
e, dessa observação, deduzem sem teorias complexas se devem aumentar
ou diminuir a confiança que em nós depositam.